Do pensamento um alento suicida
devaneios rubros, borboletas
em asas de sangue e lágrimas;
mais um delírio concatenado
e na fresta do espelho meus miolos
refletem flores diuturnas
e se misturam as brumas,
misturam-se os vocábulos;
signos secretos da minha morte
que não foi, que será talvez,
um dia na eternidade quem sabe
voando livre com as borboletas;
coágulos de estrelas e sangue
e mais uma vez a noite acabou
e mais uma vez eu sobrevivi;
na aurora agora borboletas suicidas.
Jonas
R. Sanches
Imagem: Voar na Poesia
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