terça-feira, 30 de julho de 2013

Manhã sem Poesia

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Hoje eu acordei sem poesia,
sem sol, sem lua, sem noite, sem dia,
somente algum vestígio de sonho
com seu olhar ainda tão distante.

E as calêndulas do jardim
estavam sorrindo p’ra mim,
mas meu sentimento é saudade
dos ventos gelados do norte.

Hoje eu acordei bem cedo
e a recordação de um beijo
não houve, somente o desejo
de poder te olhar passar pela calçada.

E as quaresmeiras sem flores
eram toda tristeza de outrora
e meu sentimento é nostalgia
dos ventos, dos olores da maresia.

Amanhã que sabe acordarei de verdade
e do sol algum sussurro seu
que ecoando pela noite adormeceu
nos meu braços entre o abraço que alvoreceu.

E os jasmins ainda tão augustos
são o que me restam de pureza
e fazem-me lembrar sua beleza
quando o luar de agosto prateia sua face.

Hoje acordei sem poesia
mas, no alforje alguma alegria
e nas recordações suas palavras doces
enquanto os ventos frios racham meus lábios.


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

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