quinta-feira, 25 de julho de 2013

Catacumbas de Verão

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Fria, tão fria a tarde viva,
escusa e nua e um coração
que pulsa, soluça, no acorde
que em alforje guardou a redenção.

E os dias, sigo pelos dias
nas tardes tão frias
que a alma quer livre vagar,
serpentear no gelado divagar.

E os dias, as noites tão frias
e o fogareiro e o feitiço
nos timbres da bateria,
açoite do mundo... Melodia.

Fria, tão fria a alma viva
no imenso do infinito
além do livre-arbítrio
galgando os degraus dos mitos.

Ah... E os dias...
Como são frios os dias solitários
a espera do harpejar da nota nula
que desmancha a densa bruma
que cega o caminhar.

Agora o que resta é voar
pelas catacumbas de verão,
pelo algoz dos dias,
e deixar viver a poesia
que é o que resta a contemplar.


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

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