quarta-feira, 28 de março de 2012

Liberdade... Felicidade... Fatalidade...

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E se a morte me espreitasse no amanhecer
Quando o sol clareasse minha janela
Ficaria eu estirado... Gelado... De boca aberta
Ou apenas me libertaria dessa dor corrosiva

E se a morte viesse gritante e me roubasse
Aqueles minutos preciosos onde eu não disse
Que te amo... E não te abracei como devia
Pois essa cruel distância me impediu

E se a morte passasse em branco
E meu corpo velho rejuvenescesse
Como as lagartas em casulo... Renascesse
Em leveza e metamorfose de uma borboleta

E se a morte for mentira... Um logro da vida
Banhada de incertezas e sonhos vãos
Então calar-me-ia... Prantearia em poesia
Essa perdição... Essa espera... Tudo em linhas

E se a morte não me deixasse terminar
Esse cigarro que me acompanha nos versos
Fluiria eu tal qual fumaça... Incenso de alma
Espalhando meu olor entre os cedros

Mas venha em sua carruagem de pavor
Buscar-me em meu dito dia derradeiro
Pois te espero... Ansioso e sem temor
E carregue-me a uma dimensão superior


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

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