sábado, 17 de março de 2012

Eu em Cacos

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Transmuto o meu mundo em cadinhos e páginas
Tentando encontrar as chaves desse portal
Que transporta por entre as dimensões
Elevando o teor das percepções

Reajo e engajo minha concepção
Planejo em meus cálculos as fórmulas do eu
Enfrento os pesadelos sem mais distinção
E acordo em um mundo latente

Já não vejo as verdadeiras formas de mim
O real se escondeu entre a luz e a treva
Arrebatando-me em um tombo sem fim
Juntando os meus cacos espalhados por terra

Penumbras contínuas desfalecem a flor
Que enfeita essa lápide marcada de dor
Os vermes famintos fazem seu papel
Meus versos desfeitos atrás desse véu

Sentidos ocultos em cada palavra
Ditando a jornada que não tem parada
Eterno preâmbulo da obra inacabada
E o que restou de tudo foi um simples vazio


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

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