Fiquei ali,
aguardando a chuva chegar
e havia o relâmpago
e o ribombar do trovão.
Precipitou-se em mim
a chuva e a poesia,
misturaram-se
como fossemos um só.
Fiquei ali,
os pássaros estridulavam,
maritacas na goiabeira e algazarra,
joão-de-barro vigiava.
Precipitou-se em mim
o sonho e o plúmbeo,
cinzenta tarde agradabilíssima,
flores regozijam-se fartas.
Fiquei ali por anos,
séculos passaram e criei raízes
tão profundas no solo fecundo;
então o amor pariu sementes.
Precipitou-se em mim
o carinho vindo de ti
e, os jardins sorriram eternidades
e germinaram as ramas de eu e você.
Jonas
R. Sanches
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