quarta-feira, 16 de abril de 2014

Ritual de Abril

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Altares fumegados na floresta
e os silfos revoando pelo ar,
melindres de gnomos nas montanhas,
ondinas fazem ondas pelo mar.

No corpo a marca dos encantamentos
sulcadas pelo aço fino do punhal
na mente a transparência da beleza
que iluminando espanta todo mal.

Um pentagrama reflete o céu de estrelas
e o luar prateia chuvas de flores
os cânticos invocam a mãe Medéia
que foi nascida do ventre de Hélio.

No cálice um vinho de feitiços
que foi de um beijo das uvas de Baco,
na espada os símbolos dos meus mitos
entrecortam e desfazem os embaraços.

Agora meu ritual está completo
e os temores de outrora eu decepo
regozijando a alma às minhas crenças
que seguem-me do berço de nascença.


Jonas R. Sanches

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