quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Sandices Poéticas

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Há às vezes em que as dores me incomodam
e as flores que não germinam impacientam-me
e, os sonhos que semeei inquietam-me;

resta-me o refúgio em uma caneta e um papel
virgem, disposto a entreter meus devaneios
que de momento são incontáveis súplicas,

sandices de poeta, incoerências de poemas
que retumbam no peito desde o amanhecer
até o anoitecer, e, o travesseiro repousa após

os relógios contarem as horas, minha rotina;
acordo às vezes e escrevo minhas dores,
elas se tornaram envelhecidas e crônicas

e, meus analgésicos são insuficientes;
resta-me o refúgio em páginas ainda em branco,
páginas insipidas que preencho à minha dor,

páginas escritas, infinitas poesias de amor,
versos extraviados que inda não sei de cor
e, a noite e o dia se misturam em minha estupidez

e, as alegorias nefastas enlevam à insensatez;
então me debruço à escrivaninha à meia luz
e deixo o vento varrer para longe minhas memórias.


Jonas R. Sanches
Imagem: Google

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