sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Do Grito Mudo do Verso Notívago

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A poesia em letras notívagas
em sentimento negro como a noite
órfã de lua, decepada à estrelas,
como um grito de dor do açoite.

A poesia em verso merencório
em sentimento plúmbeo doentio
órfão do riso, penumbra obscura,
como o feitiço franco que eclodiu.

A poesia cantada e dita muda
em sentimento fúnebre peremptório
órfão do dia, convexo reflexo
como o espelho procrastinatório.

A poesia que grita o meu silêncio
em sentimento nulo expansivo
órfão de luzes, escuro expressivo
como o profundo da insensatez.

A poesia agora cantante e vibrante
em sentimento ébrio infinito
órfão do grito, ecoando espasmos
como a penumbra mansa do marasmo.


Jonas R. Sanches
Imagem: Google

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