terça-feira, 12 de março de 2013

Do Pó ao Pó

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Deceparam minha alegria
e se esqueceram de avisar
esqueceram-se da nostalgia
e que a morte leve paira no ar.

É uma pena essa vida cigana
mas, a dor é irremediável
e as sensações desenganam
aquilo tudo quem pensei ser real.

Já não sou nenhum menino
e meu coração aprendeu a sofrer
só não caio algures em desatinos
e você, não me deixe falecer;

pois da morte já basta o que sinto
que dissolve as lâminas e os ossos da vida
e arrebenta em aroma absinto
essa busca as graças da lida.

E nas efígies lembranças do beijo
último gesto carinhoso e valioso
antes que a carne se esvaiu de alma
e o corpo adormeceu e retornou ao pó.


Jonas Rogerio Sanches

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