quarta-feira, 6 de março de 2013

Cantiga de um Olhar Campesino

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Nos olhares campesinos da senhorita
que sem demora eu me apego e apaixono;
e minhas entranhas se remoem ao abandono
quando de longe eu avisto-a pelos meus sonhos;

queria eu tê-la em meus braços ó minha amiga
pois de pensar em ti meu coração palpita
mas nos teus gestos torna impossível o meu amor
resta o meu coito dilacerando-me de dor.

Nos olhares campesinos eu me perdi
e em sofrimento de amor platônico esmoreci;
agora a campa me esfacelo estatelado
e faço a cama em negro mármore gelado

que acolhe o corpo e deixa a alma assim liberta
e ela voa pelas paragens à sua procura
mas o que encontra já foi passado e não perdura
quando percebo que agora a vida de mim partiu.

Aquele olhar que era outrora tão campesino
somente chora por um amor não revelado
e o meu espírito observa tudo arrependido
de ter guardado o seu amor em egoísmo.


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

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