quinta-feira, 21 de março de 2013

A Pedra Filosofal

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Do sangue que escorre
do veio da terra em eflúvios
recolho a alma do chumbo
que é o limbo da modificação

e lanço junto ao sal das eras
em cadinhos de orvalhos raros
colhidos das soterradas ruínas
que guardam os manuscritos

que é mito ou é o espírito irreal
que é o mal que se esvai e o ouro
é o tesouro da senda robusta
do iniciado que em peleja é lançado

e surte demasiado essa sublimação
que é justa e é a busca certeira
que de sobremaneira degola
os laços nefastos da terra que encerra

e aprisiona em sua redoma
aqueles que em corpos espessos
vivem pelo desregrado avesso
e dispensam os auspícios do sutil

e o buril é de algoz manuseio
onde o alquimista maneja a certeza
de sua realeza oculta sem culpa
nem laços mundanos só luz sideral

lançada das profundezas lustrosas
entre a cruz e a rosa da verdade
que possuí o segredo da eternidade
transmutada no elixir da pedra filosofal.


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

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