domingo, 9 de dezembro de 2012

Silêncios e Ecos do Coração

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Sou um silêncio incontido
que cala alguns sonhos
e que grita sem ecos
todas as dores do amanhã.

Sou um grito contido
que retumba incessante
entre as frestas do tempo
e escorre pelo meu passado.

Sou as cores sem mais pigmentos
e os espinhos encravados no peito
que resguarda meus ventrículos
enquanto o meu coração para de bater.

Sou um desejo convalescente
e pertinente como uma chuva de estrelas
e de amores impávidos e reais
entre todos os seres que tem sentimentos.

Sou uma vontade que derrama insanidades
por sobre as paixões sem reciprocidade
e tão platônicas como nuvens de beijos
eu corro pelas vias de uma eternidade.


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

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