segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Dos Quereres mais Secretos às Realizações

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Quero olvidar a música do mundo
e, dos corações titubeantes e flácidos
e, o trinar dos pássaros canoros
e não vou prantear quando houver ecos.

Quero degustar os sabores do amor
e, o gosto doce das orquídeas
e, o pólen das flores de lis
que alimentam os apetites insetívoros.

Quero adormecer nessa cama de estrelas
e caminhar por todas as vias (lácteas)
que levam por entre os mistérios soturnos
que carregam estórias e histórias esquecidas.

Quero poetar com letras entalhadas em marfim
e deixar gravado nas paredes do infinito um sol
para iluminar e fazer brotar as flores mais belas
e fotossintetizar as pétalas das flores astrais;

que eu cultivo nos sonhos e nos jardins secretos
para poder espalhar suas olências e suas paixões
tão exorbitantes e esdrúxulas que já não são
tão necessárias as querências de um andrógino sideral.

Quero olvidar meu nome sussurrado dos seus lábios
e retribuir cantando harmonias raras e paradoxais
que falam dos amores e das eras já tão erráticas
que delas só restou uma nostalgia quase vaporizada.

Quero declarar na última estrofe do livro da vida
um amor que eu cultivo mesmo distante de mim
que é a força motriz da minha continuação
que é o que me faz ser esse ser movido a emoção.

E no arrebol da transição das dimensões
já não haverá nenhum desejo fictício
e o meu querer não será apenas uma ilusão
de tudo aquilo que relatei durante meus versos.


Jonas Rogerio Sanches

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