sexta-feira, 29 de junho de 2012

Uma Espera Insensata

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Espero o sopro cataclísmico
E o baforar do ventre da terra
Uma alusão utópica de um renascer
De um iluminar propício ao amor comum

E nessa espera eu me aconchego em estrelas
E sobrevoo os auspiciosos cimos da via láctea
E me visto com esse colar diáfano e brioso
Transportando-me pelos devaneios alienígenas

Mas os dias são todos diferentes em cada realidade
E existe uma pessoalidade em cada sonho
Uma única semente que brotou diferente em cada ser
Dando a cada um seu próprio relacionamento temporal

Mas eu continuo em minha espera interminável
Vejo luzes quando adormeço em meu berço estelar
E os sinais tornam-se herméticos aos meus olhares
Somente sinto-me ser invadido por uma paz contida

E em minhas visões e profecias registradas nos tempos
Vejo e sinto agora o frescor daquele sopro aguardado
Que chega dividindo o céu em dois firmamentos
E o sol derrama seres que varrem toda essa discórdia

Enquanto os cavalos devoradores de mundos sussurram
E galopam entre as almas que ascendem à verdade
Em carruagens voadoras o regresso dos Reis Cósmicos
E uma trombeta calou em um eco de arrebatamentos

Espero sentado em minhas alucinações
Agarrado sóbrio em rastro de um velho mundo
E adormeço novamente em meus próprios sonhos
Para recordar e acordar em uma aurora resplandecente


Jonas Rogerio Sanches


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