domingo, 11 de novembro de 2012

Déspota da Solidão

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Vou numa poética esquecida
e, com versos franzinos eu entalho
portas de marfins e ébanos centenários
e, vou de buril em punho; triste e solitário.

E a verve das letras é pura analogia
d’uma facúndia toda garbosa e senil
e, marejo os olhos das donzelas; espalhando
como um déspota da solidão meus versos.

Então; são chibatadas de aventuras
em ripas largas que envolvem vocábulos
e gritos abafados dessa dor transparente
e sou apenas gente, poeta insano e fremente.

Que vai nessa mesma senda de grilhões
sem arranhões mas, carrego marcas fundas e
esparsas, nessa imensidão de lembranças
desde a infância ou até de alguma outra vida;

e as feridas são do passado que é remoto
e, que foi mais que até um terremoto morto
que sacudiu meu coração de espasmos
deixando eu pálido, deixando eu pasmo.

Então encerrei nas vértebras todos os dialetos
e, segui em reflexão... Segui mais quieto...
E foi nesse silêncio dos dias tão noturnos
qu’eu encontrei fartura e descansei minhas botas.

E na fotografia já velha me vi ainda criança e adormeci...


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Lentilcia

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