quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Soneto Solitário da Torre do Campanário

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Entre a vida que passa, transeuntes,
nesse vai e vem quase ininterrupto
de passos cansados exorbitantes,
de ato impensável, olhar abrupto.

Entre a vida que cessa, moribundos,
nesse vai e vem de almas insensatas
caminhantes entre as frestas dos mundos,
navegantes de mares em fragatas.

Entre um verso e outro uma breve lacuna
entrecortando a mente numa escuna,
desbravando águas fundas revoltosas

marejando vias de estrelas leitosas
em um céu carente, frio e imaginário
feito um soneto escrito em campanário.


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Alonso FR

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