terça-feira, 30 de outubro de 2012

Vertigens de um Poeta Arrebatado

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São maestros os poetas regentes
das penas e dos amores platônicos
e, em vestes augustas guardam candura
e misturam-se a olência das flores.

São de estirpe alienígena os versos
e remetem-se a todas absorbâncias
de sensações e observações das cercanias
e, os seus olhos são de minuciosidades.

Queria ser poeta também e poder beber
dessa luz que embriaga os pensamentos
então seria a mais bela impressão
e os sentidos seriam ápices fleumáticos.

Poetas ascetas e de todos os gêneros
impondo e transpondo as realidades
e, o que era nulo já se tornou empírico
nessa ciranda de bonitezas esdrúxulas.

Queria ser um poeta e sobrevoar os sonhos
e cantar a liberdade em plenitude atemporal
mas, eu ainda cultivo rosas no parapeito da janela
e não posso partir nessa aventura sideral.

São somente poetas que brindam as dores
e se entregam aos auspiciosos devaneios;
me entregarei a poesia por inteiro
e minhas rosas eu levarei em um cesto de galáxias.


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Turner - 1866

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