segunda-feira, 30 de julho de 2012

O Meu Sono Alienígena

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O meu sono se esgueira pelas frestas,
e pelos cantos do universo eu durmo;
deixando evidências distintas no baú,
d’onde eu surrupio cantigas de ninar.

O meu sono levou meus olhos para passear
em jardins tão vastos que me perdi de mim;
e me perdi de você, e o sol cegou os pássaros,
pobres gaivotas agora sem nervos ópticos e nem pescarias.

O meu sono pesado é muito leve no espaço sideral,
e entre os vácuos dos quartos de hotéis baratos me canso.
Pobres homens que trabalham muito e não adormecem,
eles tem pálpebras marinhas e eu construo nebulosas...

O meu sono não voltou, ele levou meu corpo astral...
Agora eu adormeço entre as estrelas, e os planetas cessam...
Somente o quarto crescente da lua me assiste
e eu me derramo em chuvas de meteoros glaciais.

Quando eu acordar desse transe te darei meu leito,
e te darei meu sono tão vagabundo, e travesseiros...
Pois já estou cansado de tantos lençóis e despertadores,
eles já não saciam minhas vontades insanas e alienígenas...

O meu sono não voltou, os caminhos do labirinto se fecharam...
O que resta é somente uma passagem secreta por onde eu morri...


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

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