quarta-feira, 9 de maio de 2012

Os Ácidos do Meu Jardim

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Eu sóbrio entre sombras
Embriagando-me em luzes
Satisfazendo os sentidos adormecidos
Desnudo em águas turbulentas

Palavras sóbrias eu esqueci
Deixei-as guardadas já não sei aonde
Seguindo entorpecido... Gritando o vazio
Em vocábulos de minha insensatez

Sobriedade e embriaguez poéticas
Misturando-se em céus lilases
Em cadinhos de estrelas cadentes
Burilados pelos artesãos dos versos...

...Versos entorpecentes e esotéricos,
tirados de uma planta alucinógena;
ou de um ritual ameno de outono...
Onde me encontrei com a grande lua.

Entre as sombras vivo sóbrio
Embriagando-me de luzes
Entorpecendo-me de você
Amando-te mesmo em distância

E as rimas eu deixei nos meus jardins
Em frascos de ácido lisérgico
Libertei os devaneios
E compus em vozes mudas
Todos os gemidos do amanhecer

E as páginas secretas
Revelaram-se intactas
O amor e o deleite
Reservei-os somente a ti
Junto às pétalas do meu ser em flor

E perpetuou-se o desejo
A Flor Violeta cedeu
E o Girassol... Sorriu;
e amou, e brilhou, e  viveu,
os dóceis afagos desse amor.


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

2 comentários:

  1. Olá Jonas, belo poema, neste jardim de amor solitário...

    Beijinhos!♥

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  2. Que lindo!!! Parabéns pelo belíssimo poema.

    Abçs!

    ResponderExcluir

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