terça-feira, 4 de setembro de 2012

Letárgico e Liberto

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Meus gritos já são de silêncio
e reverberam nas grutas
onde me retiro do mundo
e mergulho nas entranhas da terra.

Minhas lágrimas já secaram
e meu choro é a dor do homem
que labuta de sol a sol calado
encurralado pela fome da sua alma.

Meus reflexos já não quebram os espelhos
mas decepam minhas ignorâncias
e cegam meus olhos de cristal
e eu caminho somente pelo tato.

Meu coração já é cansado
sorrateiro e noturno ele transborda
versos coerentes e as vezes insanos
e meu sangue sufoca nos átrios.

Minha alma já não que morar aqui
ela quer voar e voar, pelas artérias siderais
e brilhar todos os sóis e diamantes
nessa planície de verdades irreais.

Minha poesia já é minha espada
afiada ela corta os laços terrenos
e ecoa em quietude pelo templo
onde eu renasci eternas vezes.


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

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