terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Desvarios

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Nesse mesmo fim de tudo
Ou esse mesmo fim de nada
Onde o louco fica mudo
E a plebéia lhe da água

Nesse meio instante ido
Ou o mesmo instante agora
Que o padre tira a batina
E o Cristo vai embora

Seja agora ou mesmo antes
Pois depois seria tarde
Parte o barco sem despedida
Com a força desmedida

E as horas foram muitas
Ou não foram e sim ficaram
Onde o tempo já está gasto
E os relógios já pararam

Nasce a flor e o beija-flor
Ou só nasce a criança
Nasce o tango e a valsa
Mas na noite morre a dança

Chora a mãe a dor do filho
Ou o pai abre um sorriso
Chora o filho a mãe perdida
Chora o pai em sua partida

Ficam versos desvairados
Ou ficam somente letras vãs
Ficariam olhares apaixonados
Se voltassem amanhã

Esperaria com sorrisos
Ou chorando de saudade
Dos amores desmedidos
Dramas da eternidade


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

2 comentários:

  1. Lindo! Muita luz em sua vida.Forte abraço.

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    1. Obrigado pela visita e comentário Verinha... Grande abraço e uma ótima semana!!

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