segunda-feira, 16 de junho de 2014

De um Tempo Onde o Tempo não Parou de Passar

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De tempos em tempos novos tempos,
nova poesia com a mesma velha frase
que se espirala em novas conclusões
como fosse outra volta de uma galáxia

distante, tão distante que é logo ali;
nos confins de um pensamento extenso
que borbulha e se derrama como leite
se espalhando em estrelas na Via-Láctea.

De ventos em ventos um cisco nos olhos
e a lágrima é um brilho muito salgado,
ondas dos mares de todas as sensações
que escorrem tal qual cascata de pensamentos

e se há um dia glacial ela se congela
junto com a solidificação do coração;
coração de asteroide sem direção
impactando versos viris e destrutivos.

De tempos em tempos a velha inovadora poesia
corroendo um outro tempo de outro lugar
por onde em becos e vielas vivo a divagar,
tentando encontrar novamente aquele olhar

do espelho; reflexos de relógios eternos,
civilizações secando em varais ao sol de março,
ao som do vento que carrega o tempo
e carrega todos os guardanapos com anotações.


Jonas R. Sanches
Imagem: Salvador Dali

Um comentário:

  1. Olá Jonas! Passando para te cumprimentar e apreciar este teu belo poema, com ênfase para a estrofe abaixo:

    De tempos em tempos a velha inovadora poesia
    corroendo um outro tempo de outro lugar
    por onde em becos e vielas vivo a divagar,
    tentando encontrar novamente aquele olhar

    Abraços,

    Furtado.

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