quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Atrevimentos Inocentes

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Atrevo-me a viver os sonhos
e é tão comum o sorriso extinto
que já não há tristeza,
que já não há nada demais.

Atrevo-me a viver as dores
e já não há lágrimas
somente a sensação áspera,
somente algum martírio vivenciado.

Meu momento ao certo ainda é,
e meus poemas últimos são merencórios;
são frutos dessa indizível situação
explanada em linhas quase obtusas.

Meu momento é incerto ao infinito
e meus poemas gritam lendas e mitos,
gritam amores platônicos e solidões
tão plenas que não quero mais ninguém;

me olhando pela fresta da janela
ou me copiando os traços envelhecidos,
tão cansados quanto a flor de lisianto
que desfolhou-se pelo frio da primavera.

Atrevo-me a ser poeta, singular poeta;
e entrego todas metáforas em cálices,
minhas observações são analogias
e meu olhar tem um brilho estranho;

quando me miro frente ao espelho...
Serão apenas desconfianças?
Já não sei dizer ao certo sobre o verso,
somente atrevo-me em concatenações.


Jonas R. Sanches
Imagem: Google

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