sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Soneto ao Tempo que Não Para no Tempo

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O tempo vai seguindo medianeiro
em passos largos, passo de minutos;
deserto de relógio altaneiro,
solares, balaústres, diminutos.

O tempo leva o vento esvoaçado
em voos infinitos, voo rasante;
planície de vislumbre inalterado,
olhares que se perdem no distante.

O tempo leva a vida e a velhice
compondo um soneto com crendice;
é tempo e o intento é sorte em poesia

sem tempo de esquecer a melodia
que toca e resvala em sua sandice
relendo ao relento o tempo que eclodia.


Jonas R. Sanches
Imagem: Google

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