sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Do Tempo dos Tempos Infindáveis

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Falo sobre um tempo inóspito
onde a mente derreteu-se ao sol
e, a letra liquefez-se em mar
então a poesia primeva abrolhou.

Falo sobre um tempo sem mais tempo
onde o açodamento é o passo
e, a letra é o afã da eternidade
então a poesia exordial reverdeceu.

Falo sobre um tempo que parou
onde a inercia aclimatou-se
e, a letra foi a soada de mil vozes
então a poesia preambular emergiu.

Falo sobre um tempo de pensamentos
onde a argúcia fez-se inescusável
e, a letra foi adágio intangível
então a poesia rudimentar foi aforismo.

Falo de um tempo imensurável
onde o imorredouro está a resfolgar,
onde a letra é a reticência desmesurável,
onde o poeta revigora o seu elã.


Jonas R. Sanches
Imagem: Salf Artspirit

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