sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Soneto em Branco e Preto

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D’algum verso que nasce um soneto
mesmo que seja algures branco e preto
ou eu prometo um verso colorido,
ou algum pássaro canoro e alarido.

D’algum verso que nasce outro poeta
mesmo que seja em berço de asceta
ou da promessa d’outra cor no verso,
ou o avesso d’um espelho transverso.

D’algum regresso d’outro filho pródigo
trazendo sonhos em um alforje índigo,
realizados pelo caminho áspero,

reconquistados pelo gesto austero;
e a recompensa é o gosto da alegria
que versifica a lírica d’outro dia.


Jonas R. Sanches
Imagem: Vivaldi

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