quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Descanso Inócuo

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Vagarosamente a mente descansa
e há lembranças sórdidas do espaço
que vão além do ritmo, descompasso
dos sentimentos noturnos solitários

e há algo em que acredito
que não encontro em ninguém
que não faço desdém, mas busco
muito e muito além do crepúsculo

e o que encontro são cores
das mais bizarras às multicores,
e o que sinto é vazio
é âmago de solidão, sem você;

sem ninguém, sem chão e sem céu.
Coitada da alma que existo
e é por isso que tenho essa dó;
dó menor ou maior tanto faz

essa dor corrói e desfaz
essa vida tangente e latente
que eu queria entender por demais
mas, que segue sem compreensão.


Jonas R. Sanches
Imagem: Google

2 comentários:

  1. Apesar de não entender nada de poesia me agrada ler escritos como esse... poesia não se entende, se sente, não é... gostei! Um abraço!!

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    1. Obrigado pelo seu apreço Fernanda... Tenha um ótimo dia!

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