Ouço o silêncio profundo na alma
olhando diante de mim o vazio;
universo de um verso que acalma
frente a vida enfrentando longo estio.
Ouço um canto macio de acalanto
dedilhado em cordas angelicais;
vejo a morte contendo meu pranto
com seus auspícios sãos e divinais.
Choraria se não houvessem versos,
morreria se não houvesse essa dor
e os pensamentos seriam inversos
como a cova rasa do dissabor;
seguindo caminhos intermitentes
e as escolhas são beijos prudentes.
Jonas
Rogerio Sanches
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