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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Seresta da Minha Solidão




Hoje farei a seresta da minha solidão
Seresta que festeja as minhas dores
A minha vida em branco e preto

Hoje cantarei ao som de uivos minha seresta
Gritarei essa tristeza que corrói minha vida
Seresteiro morto-vivo entre espinhos

E deixarei os acordes dos tempos ditarem o ritmo
A percussão serão as lágrimas que guardo no peito
Então farei um choro de serestas, o canto da minha tristeza

Farei a seresta de mim, e adormecerei com a face pesada
Entrecortada por vontades que deixei para trás
Somente um tilintar de um sino dos ventos é meu companheiro

Envolto em vultos que me acompanham farei a companhia
E em coros fúnebres entoarão junto a mim essa dor
Triste seresta de um trovador-poeta, solitário no universo

Amanhecerei a aurora dos infinitos e me aninharei
Agora as serestas serão ouvidas somente pelo coração
Que no frio da alma busca vencer os desafios

E nas cinzas dos meus ossos o vento cantará nas montanhas as serestas de mim...


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google