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terça-feira, 27 de março de 2012

Tardes Vazias




São as mesmas tardes vazias
Entre um soluço e um susto
Descomunal às vezes
Tardes vazias de outono

São tardes em desalento
Eu e a pena... Também o vento
Carregando meus suspiros
Levando minha intolerância

Tardes vazias em tempo algum
Ou somente naquele tempo
Ou em todos os relógios do mundo
Tardes de outono sem cores

Ou cores já tardias e descoloridas
Nessas tardes vazias de amor
De pensamentos e saudades
Bucólicas tardes de outono

Onde planto vendavais
E varro todas as folhas secas
Para baixo daquela fogueira
Onde plantei sementes e lágrimas

Miseráveis tardes tão vazias
Sem nenhum chafariz para banhar-me
Sem nenhuma praça deserta
Onde poderia eu virar um pássaro

Tardes vazias repletas de murmúrios
Do lado de fora do espelho... O mundo
Onde o outono não repousa mais
Aonde escondi todas as rosas mortas


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google