Quaresma de flores mortas
de lobisomens nas esquinas
de procissões nos cemitérios
de sinos a badalar
nos currais com mulas-sem-cabeça
sacis trançando crinas
castiçais de velas coloridas
curupiras nos matagais
de ventos, de ventanias
de noites sobrepondo os dias
de luas vampirescas vermelhas
nos olhares impróprios de súcubos
e fantasmas sem um lençol
para assustar pelas sextas-feiras
os pirilampos do meu quintal.
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