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sábado, 2 de junho de 2012

Cálice de Orvalho




Uma explosão de cores
Refletidas em faróis noturnos
Cegando minhas passadas cansadas
Em busca de um cálice de vinho tinto

Uma explosão de devaneios
Distorcendo meus anseios
A boca seca não encontra palavras
E a morte suja espreita em becos vazios

Uma explosão de mortes
Almas que se perdem insanas
Minha própria dor sorrindo aos cacos
E busco sorver o último gole de uma garrafa de vida

Explosões internas e externas
Em analogias imutáveis dos opostos
Sangue é derramado por muito pouco
A alma é vendida pelos comerciais de televisão

Mas ainda tento sorver as garrafas vazias,
de sentimentos, de vinhos e licores;
queria beber todas as gotas desse orvalho amanhecido,
para poder continuar por entre os sóis desse deserto noturno...


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google