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sexta-feira, 25 de maio de 2012

A Turnê das Ilusões




Para escalar as montanhas das minhas ilusões
Levo vários balões de oxigênio, e descanso
Armando acampamento em um pulsar
Guardando sóis em sua monstruosidade

E depois do almoço eu vou morrer
Para nascer em uma supernova
E não pentearei mais meus cabelos
Ficarei descansando os pés em uma poltrona lilás

Cantarei no fim da tarde com todos os pássaros
E vou deixar uma resposta ao carteiro espacial
Que espera em um engarrafamento de cometas
Os vocábulos surdos de um bardo envelhecido

Ah! Se os tempos andassem de volta
Seguiria nessa roda gigante com asas coloridas
E deixaria todos os tapetes pendurados no quintal
Só para contar as pulgas e as linhas entrelaçadas

Enfim vou morar em uma caverna e me esconder do sol
Pois os tempos estão trancados nas ampulhetas
Onde desbotaram as areias coloridas do infinito
E o vento não passa mais trazendo as boas novas

Resta somente um trago alucinado de um moribundo vagabundo


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google