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sábado, 3 de agosto de 2013

Lágrima Partida



Do homem a lágrima partida
e como o fogo uma dilaceração
mas, flores nascem e partem
sem dizer adeus, sem dizer olá.

O sangue da terra na pedra
da montanha com olhar a observar
toda ganância pútrida a ilustrar
sem dizer amém, sem dizer amar.

Sóis e sons em conjunção
e um eclipse no céu de Saturno
por onde um transeunte taciturno
morreu, sem nem apenas se queixar.

Do homem o sangue e a pedra
e, pelos jardins pálidos; lírios
sem motivos para festejar
mas no céu a estrela ainda brilha.

Do poeta uma coerência discreta
ilustrando e singrando mundos
tão pessoais que a porta se fecha
sem me entender, sem me explicar.


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google