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sábado, 27 de julho de 2013

Soneto Vespertino



Sublime o sol que então se vai,
deixa a cor do arrebol e se esvai
lá pelas bandas por detrás do morro,
por onde a noite já grita socorro.

Sublime a estrela no céu a despontar
seus raios fulgentes no espelho do mar;
e o olhar vai por detrás da cordilheira
onde a morte se oculta derradeira.

E o corpo celeste é dançarino
na corda que vai sobre o precipício
que desde o início já não tem idade

mas, guarda profundo a vivacidade
pois dela emana todo meu indício;
e a lembrança é um soneto vespertino.


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Fort Vimieux - Joseph Mallord