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domingo, 22 de abril de 2012

Mil Anos de Juventude




Guardei as lembranças nas flores daquele ipê
Mas as pétalas caíram no outono
E foram pisoteadas pelo tempo
Que passa sem olhar os sentimentos

Lancei todos os sofrimentos nas corredeiras do regato
E as águas límpidas lavaram meus pecados
A chama crepitou iridescente no coração
E uma paz irreconhecível estacionou em mim

Então me sentei e contemplei o céu
E o seu azul engoliu os meus quereres
Fraturou todos os meus sentidos
E meus fragmentos espalharam-se ao vento

Agora era eu espalhado por todo o sempre
Imune à ação irrevogável do tempo
E meus mil anos de juventude
Passaram sem deixar rastros

Mas as palavras gravadas nos corações
Ficarão eternizadas... Em versos dóceis
O meu grito mudo ecoará pelas muralhas do castelo
E abalará as quatro colunas do templo esquecido

Acordando o grande senhor do karma
Do seu sono de cem eras...




Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google