terça-feira, 12 de maio de 2015

Corpo de Árvore & Sangue de Água

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Como árvore verde e fina
curvei-me ao forte vento
mas, não cedi ao rebento,
não quebrei-me, resisti;

resisti aos tombos cotidianos
e adquiri a experiência dos anos
e, adquiri a poesia dos dias;
dias de tristezas, dias de alegrias.

Como a água contornei obstáculos,
desviei-me das afrontas
mas, não fraquejei na batalha,
não me acovardei nem fugi;

combati o bom combate
usando a caneta como espada,
meus golpes foram as palavras;
algumas ríspidas outras dóceis.


Jonas R. Sanches
Imagem: Google

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