terça-feira, 28 de abril de 2015

Às Luzes Poéticas

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Transubstanciei a essência do verbo
ele então fez-se cor e poesia
e os pensamentos eram raros olores
a adentrarem pelas narinas do tempo

e, o tempo então fez-se ameno,
minutos alvos de horas imaculadas
e foram todos os poetas às luzes
que resplandeciam no beijo do ocaso.

Metamorfoseei as sementes em flores
então fizeram-se miosótis e lisiantos,
então fizeram-se gerânios e margaridas,
então fui o jardineiro de estrelas mortas

e, o céu intumesceu ao negror noturno,
cometas riscaram todos os firmamentos
e foram todos os poetas às luzes
que bruxuleantes atordoavam os versos.

Transmutei minh’alma em puro ouro
alquímico, conhecimentos viravoltearam
em revelações oníricas transcendentais,
então foi profundo o mergulho de introspecção

e, o sonho foi de abóbodas douradas
em salões harmônicos entre as sensações
e foram todos os poetas às luzes
de olhos vítreos que contemplavam o vazio.


Jonas R. Sanches
Imagem: Google

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