Trilhas de Luz
quinta-feira, 19 de abril de 2018
Luzes Escuras
Marcadores:
Poema de Jonas R. Sanches - Luzes Escuras
Camas Vazias
Marcadores:
Poema de Jonas R. Sanches - Camas Vazias
De um Amanhecido Elã Desorvalhado

No pensamento um vento urge
um translúcido elã então surge
a pensar na flor já despetalada
sequelas do outono na madrugada;
há gotículas na folha inda orvalhada
são as lágrimas da estrela que se foi
e aquele beijo solar que vem depois
seca a sede de luz fotossintetizada;
há o pássaro de um mavioso trinar
lá do velho ipê a me acompanhar
entres as folhas o vejo, creio ser tico-tico
entres as letras contemplo esse dia bonito...
Jonas R. Sanches
quarta-feira, 18 de abril de 2018
Vidas
Vida tão complexa e delicada
terrestre, marinha, alada,
microscópica e macroscópica,
paradoxo, antítese, retórica;
vida tão curta em longevidade
espírito imerso em eternidade
vida inascida quase insaciada
alma, candura inda imaculada;
vida de gente, de sol, de planeta,
vida animal, floral e inteligente,
vida bandida, querida, complicada,
vida de dia, de noite, de madrugada;
Vida morrida na parede emoldurada,
vida escrita nas páginas amareladas,
vidas que vão e que vem, estagnadas,
vida que sigo deixando algumas pegadas...
Jonas R. Sanches
Imagem: Google
Marcadores:
Poema de Jonas R. Sanches - Vidas
sábado, 14 de abril de 2018
Morte Doce e Escarlate
A morte compõe a sinfonia da vida
em seu tapete carmim e macabro
o homem teme o seu beijo escarlate
mas, é inevitável fugir a essa paixão...
em seu tapete carmim e macabro
o homem teme o seu beijo escarlate
mas, é inevitável fugir a essa paixão...
A morte compõe os passos da dança
em partitura ilegível e inebriante
o trem vai partir, não se atrase por favor
a metamorfose espiritual é ininterrupta...
em partitura ilegível e inebriante
o trem vai partir, não se atrase por favor
a metamorfose espiritual é ininterrupta...
A morte sorri no espelho do amanhã
seu reflexo tem a beleza cândida angelical
seu bafo gelado arrepia meus sonhos
mas, seu abraço é doce e aconchegante...
seu reflexo tem a beleza cândida angelical
seu bafo gelado arrepia meus sonhos
mas, seu abraço é doce e aconchegante...
Jonas R. Sanches
Imagem: Google
quinta-feira, 29 de março de 2018
Depois do Tempo há à Alquimia e depois da Alquimia Há o que há fora do tempo...
Eu calei-me no momento surdo
eu morri e revivi para escrever
essa passagem desse conto vero
que não morri pra te fazer sorrir...
Eu cantei encantamentos mágicos
só pra fazer chover no teu jardim
eu declarei-me ao grão-susto cósmico
só pra você não ter que partir...
E foram dias em ampulhetas planas
e grãos de areia sem ter onde ir
e foram mortes ditas vidas livres
depois de um tempo que inda não foi...
Eu calei-me e não morri
o tempo teve pena de mim
deixou o Poeta encontrar sua Alquimia
e morrer diariamente uma vida sem fim...
Jonas R. Sanches
Imagem: Gilberto Aranha Andrade
sábado, 24 de março de 2018
Ilha

Aportado em ilha desconhecida
cercado pelo místico da mente
sobreposto à nua e crua poesia
como luz da noite e treva do dia
e, a metamorfose anímica dá asas
à mente e ao corpo do espírito inerte
inda desconhecedor do leste
reconhecedor d’outras metamorfoses...
Prelúdio, preâmbulos e prefácios
inacessíveis à glândulas e ideias
tão mórbidas quanto vivificante
coisa de antes de nascer a inspiração...
Jonas R. Sanches
Imagem: Google
Marcadores:
Poema de Jonas R. Sanches- Ilha
Navegante

Vocábulos inóspitos simbióticos,
composições velutíneas insanas,
poesias dentro de metapoemas,
esquecimento e lembrança no elã;
antíteses e paradoxos subversivos
nesse rebento de concatenações
d'onde o verso deságua abundante
transbordando esse rio infinito de luar;
navego em águas turbulentas sem remos
meu caminho sem rumo é a aventura
minha vida sem morte guardada na moldura
minha morte sobrevivente descansando em paz...
Jonas R. Sanches
Imagem: Google
esquecimento e lembrança no elã;
antíteses e paradoxos subversivos
nesse rebento de concatenações
d'onde o verso deságua abundante
transbordando esse rio infinito de luar;
navego em águas turbulentas sem remos
meu caminho sem rumo é a aventura
minha vida sem morte guardada na moldura
minha morte sobrevivente descansando em paz...
Jonas R. Sanches
Imagem: Google
Marcadores:
Poema de Jonas R. Sanches - Navegante
sexta-feira, 16 de março de 2018
Sobre as Dores e os Sonhos Perdidos em uma Viela Sideral

A dor do sonho irreal
a flor colorida em branco e preto
o amor reto transversal
no verso do meu dialeto
então amanheceu e o céu voou
estrelas apagadas e presentes
entre uma revoada de borboletas
nascidas do verso-casulo imperfeito...
Eu já não quero mais partir
eu já não quero mais sonhar
eu já não quero flores inóspitas
só quero um livro velho de magia
d'onde eu possa renascer
e cantar cânticos numa língua esquecida
quem sabe um poema-encantamento
que esconda o sol num céu de março...
Jonas R. Sanches
Imagem: Google
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018
Vestígios Decadentes de uma Ascensão Nua sob Flagelos Exorbitantes na Ampulheta do Esquecimento do Próprio Eu

E a noite infinita devastadora
anseia por um colo feminino
e, acolhedor aos meu devaneios
e, sensível às minhas carícias...
anseia por um colo feminino
e, acolhedor aos meu devaneios
e, sensível às minhas carícias...
Poeta insano acolhedor de dores
orador de orações a Exús e mandingueiro
inóspitos conhecimentos inadequados
que alicerçam meu estremecido eu...
orador de orações a Exús e mandingueiro
inóspitos conhecimentos inadequados
que alicerçam meu estremecido eu...
Amores amados e idos e meteóricos
inspiradores nos verso de sofreguidão
estilhaços resolutos de uma canção
cantada muda ao solitário envelhecimento
inspiradores nos verso de sofreguidão
estilhaços resolutos de uma canção
cantada muda ao solitário envelhecimento
e, a brisa, o sopro, o vendaval, e o furação
enfeitam meus fogos de lágrimas e artifícios
e, mesmo sabendo que a vivência ta difícil
deposito uma moeda na fonte e faço um pedido...
enfeitam meus fogos de lágrimas e artifícios
e, mesmo sabendo que a vivência ta difícil
deposito uma moeda na fonte e faço um pedido...
E olha só que concupiscência(*&*)
o Papai Noel Imortal fumou no meu quintal...
um (Base&piiiiiiiiiiiiiii, censurou a velha rena)
o Papai Noel Imortal fumou no meu quintal...
um (Base&piiiiiiiiiiiiiii, censurou a velha rena)
Meus cactos alucinógenos são eficientes
nessa tenda árida naufragada nessa ilha de inexatidão...
nessa tenda árida naufragada nessa ilha de inexatidão...
Jonas R. Sanches
Versos a um Amor Antigo e Imortal

Há muito tempo eu conheci
o amor; trouxe-me algo além da dor,
foi exuberante e inesquecível
mas, o tempo me roubou o beijo...
o amor; trouxe-me algo além da dor,
foi exuberante e inesquecível
mas, o tempo me roubou o beijo...
Hoje feliz inda me lembro
foi em meados de novembro
quando avistei-a a primeira vez;
foi real felicidade mas, hoje é a saudade
foi em meados de novembro
quando avistei-a a primeira vez;
foi real felicidade mas, hoje é a saudade
que me judia a insensatez...
Nunca me esqueço aquele olhar
nem mesmo quando olhei o mar
tentando amar outra pessoa...
Nunca me esqueço aquele olhar
nem mesmo quando olhei o mar
tentando amar outra pessoa...
Entendo o amor não é à toa
é coisa simples complicada
que faz a vida ser sofrida
quando distante é a alma amada...
é coisa simples complicada
que faz a vida ser sofrida
quando distante é a alma amada...
Hoje recordo e compreendo
pois, já morri e não esqueci
o peso dos meus sentimentos
que escondi pra não sofrer
pois, já morri e não esqueci
o peso dos meus sentimentos
que escondi pra não sofrer
mas, já cansado de sofrer
perto da morte eu desabafo
mesmo que o verso seja escaço
que eu somente amei você...
perto da morte eu desabafo
mesmo que o verso seja escaço
que eu somente amei você...
Jonas R. Sanches
terça-feira, 27 de fevereiro de 2018
Quase Agora

Era arrebol
quase crepúsculo
o corpo era pobre
a alma era rica
a barba era grande
o cabelo comprido
o céu colorido
a chuva cessava
o vento um zumbido
a mente era insana
o pensamento era abrigo
a poesia era o portão
o mundo era proibido...
quase crepúsculo
o corpo era pobre
a alma era rica
a barba era grande
o cabelo comprido
o céu colorido
a chuva cessava
o vento um zumbido
a mente era insana
o pensamento era abrigo
a poesia era o portão
o mundo era proibido...
Jonas R. Sanches
Marcadores:
Poema de Jonas R. Sanches - Quase Agora
Almas e Formigas e Infernos e Purgatórios e Umbrais e Feridas

Espírito fustigado
lambendo as próprias feridas
poeta alucinado
morrendo além da vida
purgatório recriminado
escola da sobrevida
tão morte e extasiado
insano seguindo a lida
num limbo desmesurado
sacrário de igrejas idas
a alma sofre pecados
a alegria era outra vida
a morte agora é o cenário
do corpo entregue às formigas...
lambendo as próprias feridas
poeta alucinado
morrendo além da vida
purgatório recriminado
escola da sobrevida
tão morte e extasiado
insano seguindo a lida
num limbo desmesurado
sacrário de igrejas idas
a alma sofre pecados
a alegria era outra vida
a morte agora é o cenário
do corpo entregue às formigas...
Jonas R. Sanches
Imagem: Egon Schiele, Die Tod und die Mädchen (1915/16)
óleo sobre tela, Oesterreichische Galerie, Wien
Amanhecer de um Sol Fugaz e de um Canto Arguto no Retrato de uma Andorinha
Amanheceu e à terra um sol fugaz renasce
iluminando o canto arguto d’uma andorinha
melancolia bruta algoz desse embaraço
sobre o encanto esquálido d’uma melodia,
iluminando o canto arguto d’uma andorinha
melancolia bruta algoz desse embaraço
sobre o encanto esquálido d’uma melodia,
amanheceu e à flor um sol desorvalhando
ressuscitando o olor d’alguma poesia
euforia e bucolismo d’um retrato
sobre o caminho percorrido n’algum dia...
ressuscitando o olor d’alguma poesia
euforia e bucolismo d’um retrato
sobre o caminho percorrido n’algum dia...
Amanheceu e a flor em dor se contorcia
despetalando-se à morte em terra fúnebre
e, o rio corria em pranto doce d’uma alegria
e, carregava pra bem longe o último sonho...
despetalando-se à morte em terra fúnebre
e, o rio corria em pranto doce d’uma alegria
e, carregava pra bem longe o último sonho...
Jonas R. Sanches
Imagem: David King
Imagem: David King
segunda-feira, 30 de outubro de 2017
Velho Menino
Os anos passam como espasmos
e os ventos sequelaram as pálpebras
que olhavam entre as arestas
de uma ampulheta de areia diáfana
sonhos lúcidos sobre lembranças
antigamente o sol era fácil
pigmentos opacos das noites
esquecidos n’algum jardim sem flor...
Esperanças de um porvir inócuo
nuvens plúmbeas de pensamentos
e os rios já não correm depressa
e as estrelas assustaram os mortos
com arrebóis de horizontes rachados
como espelhos ziguezagueantes
refletindo fogueiras e saudades
no brilho dos olhos do velho menino...
Jonas R. Sanches
Imagem: Salvador Dali
Marcadores:
Poema de Jonas R. Sanches - Velho Menino
domingo, 30 de julho de 2017
Cantiga
Em desígnio o tardar crepuscular
derrama estrelas ao poeta trovador
se desfaz em lua mandinguenta
tão mágica qual olhar meditabundo
que mira amantes, amores e solitários;
e, a escuridão açoita os passos a esmo
e, a caneta goteja lampejos à ela
em um livrete de páginas velhas lívidas
onde uma cantiga nasce para a eternidade...
Jonas R. Sanches
Imagem: Aja Kusick
Marcadores:
Poema de Jonas R. Sanches - Cantiga
quinta-feira, 8 de junho de 2017
Do Pitoresco à Morte

Dantescos os meus pensamentos
fuga e ponto michelangesco
ponto e fuga alighiérica
nas catacumbas de Caprese
e a morte rondava com a peste
eram minhas vidas de outras vidas
alegoricamente sobrevivi
aos paradoxos ainda indescobertos....
Egipticamente essa antítese
eram os homens astronautas?
Eram os deuses astronautas?
Será só revelado no último dia...
Jonas R. Sanches
Marcadores:
Poema de Jonas R. Sanches - Do Pitoresco à Morte
quinta-feira, 24 de novembro de 2016
Debruçado Sobre a Saudade
Debrucei-me à varanda a contemplar a saudade
o céu noturno fez-se companheiro enegrecido
enquanto o tom da cor da flor fazia-se opaco
pois, sem meu amor por perto era só o vazio
que invadia-me o corpo, a mente e o espírito;
a lua longínqua lembrava-me teu olhar
naqueles dias que éramos nós ali sentados
a contemplar o céu a inventar histórias de planetas
que se apresentavam a nós nas estrelas
e, fazíamos tantos planos sobre nossos sonhos
mas, hoje aqui sentado é só a poesia de saudade
que me aflige o peito e afoga minha sensação,
aqui sentado pensando no seu abraço distante
enquanto essa poesia se derrama junto às minhas lágrimas.
Jonas
R. Sanches
Imagem: Google
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
Tu Foste
Tu foste, e aqui é a saudade
que permeia o meu universo
qu’é elaborado como um verso
daqueles que já não tem idade.
Tu foste, e ficou o meu desejo
de te amar, de te fazer feliz,
pois quando eu pude eu não fiz
agora foi-se o tempo e eu perdi.
Tu foste, e aqui é só tristeza
a circundar o meu pobre entorno,
o coração foi quente agora é morno
e a vida que era graça agora é lágrima.
Tu foste, e eu aqui com a poesia
que é o que resta inda de bom em mim,
o que se foi não era pra ter fim,
o que se foi levou embora minha alegria.
Jonas
R. Sanches
Imagem: Google
Marcadores:
Poema de Jonas R. Sanches - Tu Foste
terça-feira, 4 de outubro de 2016
Crepúsculo de um Coração Fragmentado
O sol deitou-se mais tarde,
ficou a iluminar os fragmentos do meu coração
que estavam esparramados pelo chão,
esperando alguma poesia por ali passar.
Veio então à primeira estrela
junto à lágrima derradeira
e escorreram pelo firmamento
que inda era crepuscular.
Fiquei ali extático... Incompreendido...
Os pássaros nos beirais miravam-me atônitos
enquanto a noite beijava o dia
roubando as luzes dos roseirais.
A lua veio minguante, tímida e tolhida;
mirou solitária a minha vida
e, enquanto meus sonhos passavam depressa
deitou seu brilho prateado no meu olhar.
Jonas
R. Sanches
Imagem: Rildo Cunha
Assinar:
Postagens (Atom)










