segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Transpassando a Realidade




Pra transcrever meu sentir
Quebrarei suas regras
Pois vou além do existir
Fundindo-me as estrelas

Minhas verdades egoísticas
São mostradas em doutrinas
De forma ritualística
Alquimia das rimas

Bem pra lá desses véus
Que me ocultam mistérios
Pelas nuvens no céu
Como cego eu tateio

Santo graal de um poeta
Liberdade suprema
Imortal em suas letras
Transportando o seu lema

E depois da passagem
Restarão seus rabiscos
Na morte reencontro
União com o infinito


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

Sensatez




Sensatos pensamentos
Que rondam minha mente
Nessa eterna busca por entendimento
Nesse longo karma em procedimento

Sensatos atos que causam-me tédio
Acho as vezes que a loucura é o remédio
Pra convivência nesse mundo insano
Onde já não se pode mais fazer planos

Sensatez, insensatez e conflitos
Internos, externos, surgidos no âmago
De um ser vibrante em busca de liberdade
Caminhando só nesse labirinto de possibilidades

Sua esperança é um sol que já brilhou
Mas hoje eclipsado turvou sua visão
O próximo passo... Um abismo ou o chão?
O último som foi do seu coração


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

domingo, 11 de dezembro de 2011

Tortuosa Espera




Tão triste como a chegada do outono
Foram os últimos fins de tarde
Nas noites já não existe o sono
Sinto apenas falta de minha metade

Os pensamentos levam-me somente a você
Minha alma gélida buscando seu afago
Sem seu abraço já não posso adormecer
Todo meu ser sente-se dilacerado

O meu consolo é saber que mesmo longe
Estamos ligados por força inquebrantável
O sorriso em meu rosto discreto se esconde
O meu semblante torna-se menos amável

Resta-me lembrar sua presença ao meu lado
Vivo em meu peito crepita o amor
Coração que espera em ritmo alterado
Estar junto de ti minha Violeta Flor


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

sábado, 10 de dezembro de 2011

Alma Flamejante




Despertei do sono oculto
E mergulhei no fogo do sol
Perseguindo de perto aquele vulto
Que se escondia em meu lençol

Tornei-me forte e invulnerável
Meu eu divino despertou
Numa velocidade insuperável
Minha vontade ressucitou

Senti-me desperto e fragmentado
Mas consciente e esclarecido
O meu corpo foi dilacerado
Restando somente meu espírito

Assim fundi-me ao universo
Tornei-me luz do infinito
Livrei-me do escuro perverso
O que deixei foi esse escrito


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Mutações




Quem sou eu realmente?
Ou o que? Somente isso eu sou
Essa centelha de luz que vaga
Nessa longa jornada em meio à escuridão

E você meu amigo?
Caminhará junto de mim?
Trilhando por essa via de duas mãos
Determinando o próximo passo

Seja o que for ou o que foi
Continuarei minha jornada
Tenho a perfeita companhia ao lado
Um grande amor... Incomparável

E por onde quer que eu ande
Minha luz estará brilhando
Em uma palavra de conforto
Ou somente em meu olhar

Tudo é passageiro... Mutações
Mas mesmo assim é eterno
O amor, a transformação e a vida
Momentos doloridos... Ou um simples sorriso

Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Um Universo



Um universo que de tão belo é tenebroso
Com sua música de equilíbrio majestoso
Ecoada num vazio pelos quadrantes
Preenchendo tudo nesse acorde flamejante

Um universo infinito e insondável
Onde se encontram retidos meus pensamentos
Entre estrelas de grandeza incalculável
Nessa ciranda de ritmo inabalável

A compreensão de tudo isso é muito vaga
Pra nossa mente de força tão limitada
Mas para a alma é apenas um começo
Da descoberta das verdades emaranhadas

Um universo... Macrocosmos de um poeta
Onde habitam os seus sonhos mais secretos
Eterno e denso movimento criadouro
De luz e trevas... Ou então de amor repleto


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Viajor


 

Mil cores e flores,  um rastro de amor
Esse é o meu caminho imune a dor
Estranhos momentos que ouso transpor
Rascunhos escritos por um trovador

Num vôo alegórico nessa via de luz
Decolo com minhas asas flamejantes
Minh’alma liberta que um anjo conduz
Entre sóis e estrelas tão inebriantes

Igual ao viajor do tempo e espaço
Por eras remotas construindo laços
Deixando na história minhas marcas eternas
Gravadas nas rochas dentro das cavernas


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Morte



Quem és tu Senhora Morte?
É meu revés ou minha sorte?
Mais um mistério a desvelar
Mesmo que contigo eu não me importe

Quem és tu Sinistra Morte?
É o real ou o imaginário?
Pra alguns é cruel... Pra outros é hilário
Matas somente o refratário

És tu que causas muitas dores
É o motivo de vários dissabores
Mas mesmo assim me causa encanto
Sempre me guardando em seu manto

Não me preparo para o nosso encontro
Pois vai tirar-me somente o corpo
Proporcionando-me até conforto
Pois em liberdade plena viverei


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Boas Lembranças



Vejo hoje aqueles campos
E lembro-me dos velhos tempos
Onde eu desconhecia o pranto
E passava as noites ao relento

Já não há mais aquela ponte
D’onde saltávamos no riacho
Vidas que passam em um instante
Boas lembranças e um abraço

Ali plantei uma semente
Deixando a marca de uma história
Dela nasceu ipê frondoso
Vestindo um manto majestoso

Quem dera tivesse a chance
De reviver tão bons momentos
Saudade viva em meu semblante
Eons levados aos sete ventos

Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

domingo, 20 de novembro de 2011

Brisas do Pensamento



Na brisa fresca da manhã
Abraço o sol... Contemplo o mundo
Não tenho planos para o amanhã
Vivo somente esse segundo

Presente é o tempo em que eu existo
Cuido meus passos e não hesito
Se eu cair... Levanto e insisto
Se escrever errado eu passo um risco

Do que passou tirei lições
Com fé eu cumpro minhas missões
Num bosque verde e perfumado
Vou pra compor minhas canções

Tantas riquezas nessa vida
O amor, a flor e a ventania
Tanta alegria em minha alma
Em renascer pra um novo dia

Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Tantas Coisas



Tantas coisas pra falar em poesia
O dia, a noite, a vida e a energia
Mas há momentos que me falta inspiração
Então procuro escutar meu coração

Falar de amor embeleza os meus versos
Mas as palavras escorregam de minhas mãos
Se espalhando às vezes desordenadas
Formando frases escondidas pelo chão

Mas o poeta possui a pena da criação
E da desordem ele anuncia a perfeição
Em sua alma ele vê além do destino
Enxuga o pranto e deixas versos a serem lidos


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google