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sábado, 12 de abril de 2014

Da Vida e da Morte e da Eternidade dos Escritos



Dos escritos inascidos
uma poesia hipotética
que falaria em um grito
de sentidos Homéricos.

Mas os escritos nasceram
em uma poesia concreta
falando da própria poesia
que desvenda a luz do asceta.

E com o tempo os escritos morreram
mas, a poesia foi essência eternizada
deixando grafado nos confins do mundo
um pedaço da alma dos poetas.

Os escritos seguem como as almas,
germinam demorados qual sementes
que devagar vão crescendo e se formando
e depois de prontos lançam suas flores.

Os escritos são tal qual pássaros
que trabalham o ninho ao seu ovo
e depois de muitos dias a chocar
chegam ao mundo em penugens cor de ouro.

Ah se eu não pudesse escrever
seria um túnel sem sua luz no fim
e o fim então seria o meu fim
e a minha alegria seria algo desconhecido.


Jonas R. Sanches
Imagem: Google

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