quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Debruçado Sobre a Saudade



Debrucei-me à varanda a contemplar a saudade
o céu noturno fez-se companheiro enegrecido
enquanto o tom da cor da flor fazia-se opaco
pois, sem meu amor por perto era só o vazio
que invadia-me o corpo, a mente e o espírito;
a lua longínqua lembrava-me teu olhar
naqueles dias que éramos nós ali sentados
a contemplar o céu a inventar histórias de planetas
que se apresentavam a nós nas estrelas
e, fazíamos tantos planos sobre nossos sonhos
mas, hoje aqui sentado é só a poesia de saudade
que me aflige o peito e afoga minha sensação,
aqui sentado pensando no seu abraço distante
enquanto essa poesia se derrama junto às minhas lágrimas.


Jonas R. Sanches 
Imagem: Google
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