terça-feira, 2 de agosto de 2016

Eloquência Transversal e um Paradoxo

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Na eloquência transversal
de uma tarde intermitente
o poeta rouba o arrebol
para um verso intransigente
para conter seu paradoxo
de renovar o catastrófico
em uma chuva meteórica
num vil reflexo da retórica
ou duma poesia histórica
para lembrar depois da morte
se talvez for essa minha sorte
ou um grito mudo em consorte
estremecente de tão forte
para acordar os cemitérios
e ressuscitar um novo ministério
com as palavras de mistério
que vou calar até a última noite
mas vou cantar antes do açoite
que a vida vai despedaçar.


Jonas R. Sanches
Imagem: Robert Gonsalves

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