sábado, 16 de julho de 2016

Soneto que Atravessa a Noite para Olhar o Dia Nascente

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Vi da noite o vento que soprava
de uma nuvem caminhando a esmo
a lua acima pujante flutuava
e a poesia era de outro eu mesmo

que derramava o sangue na página
bebendo a pena de um outro verso
na mente extensa como luz halógena
a refletir o ambíguo transverso.

Vi da noite a fumegante estrela
na madrugada a névoa derradeira
e o lusco-fusco a rejuvenescer

trazendo a aurora do amanhecer
e a inspiração então foi o feitiço
que retratou novo literatiço.


Jonas R. Sanches
Imagem: Erik Johansson

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