sexta-feira, 29 de abril de 2016

Poetando com os Pássaros

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Na friorenta manhã a poesia
fez-se tremulada no raiar do dia
o céu tão plúmbeo inspirava melodia
então com o melro fiz uma parceria;

entre trinados estridentes nasceu o verso
e a canção ecoou pelo universo
foi um dueto de homem e passarinho
que se aninharam num poema em desalinho;

então chegou voando um sabiá
veio trazendo novas notas à cantoria
e lá no alto bailavam as andorinhas
num espetáculo sutil e matinal;

juntou-se a roda um curió sensacional
trazendo um timbre novo ao musical
em suas asas imaginei mil partituras
nessa manhã friorenta de cores cruas.


Jonas R. Sanches
Imagem: Marcelo Martins Belarmino

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