segunda-feira, 14 de março de 2016

Café com Pássaros e Poesia

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Deixei a chaleira no fogo
pra passar café fresquinho
no beiral cantava o joão-bobo
cuidando zeloso o seu ninho

na laranjeira vistosa
sabiá fazia sinfonia
no café tico-tico garboso
dava o tom da melodia

no capim-cidreira sozinho
trinava o belo bigodinho
em dueto beirando a graminha
grassavam duas coleirinhas

nhambú eu ouvia de longe
piando seu canto tristonho
ao contrário do canário-terra
que estridente parecia um sonho

bem longe o galo-campina
poetizava sua sina
e eu aqui da varanda
recomeçava meu dia

com lápis e um caderninho
observava essa aurora
com meu café sem demora
compus essa poesia.


Jonas R. Sanches
Imagem: Roberto Harrop

2 comentários:

  1. Olá, Amigo Jonas,
    Belíssimo poema, meu conterrâneo!
    Parabéns!
    Que tenha uma linda semana!
    Fraterno abraço!

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