sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Poema X

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Borboletas catatônicas
em crisálidas inofensivas
sorvendo o pólen virgem
das papoulas alienígenas
em noites de mil mariposas
com cantigas infinitas
e, lamparinas e lampiões
das pradarias e dos sertões
dessa seca inóspita do além
onde alguém tornou-se ninguém
mas, deixou grafado no quartzito
histórias dos deuses tornados mitos
e d’algum disco voador
que sobrevoou línguas extintas
e, deixou marcas indecifráveis
nos vãos incorruptíveis do tempo.


Jonas R. Sanches
Imagem: The X Files

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