domingo, 23 de agosto de 2015

Pássaro-Poeta

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A poesia amanheceu com pássaros
em uma janela de frente ao universo
que engolia estrelas na garganta do verso
que reverberava em um espelho convexo
fragmentos de pensamentos desconexos
que fluíam ambíguos num mundo de amplexos
e o poeta então tornou-se pássaro
e junto aos pássaros da manhã revoou
e cantou uma canção itinerante
de trinados alados emplumados ecoantes
e nada que já foi, foi igual o que foi antes;
foi um sonho de um pássaro que queria poetar
mas faltaram-lhe palavras restando-lhe voar.


Jonas R. Sanches
Imagem: Google

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