terça-feira, 5 de maio de 2015

Dos Espelhos Convexos aos Leões Alados nos Píncaros dos Sonhos

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Rememoramentos de sonhos e rituais,
crianças bebendo sangue em cálices de orvalho,
cães lambendo feridas de um coração mendigo,
adolescentes possuidores de DNA cristal e índigo.

Pássaros fugitivos de gaiolas semiabertas
sobrevoando carcaças de soldados apodrecidos
em uma trincheira esquecida na esquina do Vietnã,
crianças adormecidas esperando as cores do amanhã.

Homens de pedra acolhidos no seio da montanha
ocultando-se dos espelhos côncavos e convexos
e no píncaro entre as nuvens anjos fumam cigarros
mentolados, enrolados em folhas de pergaminhos antigos.

No bramir do aço da espada que perfura a carne
o som melodioso é o galopar do cavalo da morte
que vem ceifar o bons e os maus à eternidade;
restará apenas no caderno velho pedaços de poesias

mas, inda há leões alados com suas trombetas douradas
assistindo filmes antigos em um televisor sem cor,
velhos em suas cadeiras de balanço ouvem rádio
esperando uma nova notícia que lhes tragam alegria.

O poeta resume sua insanidade pelas cartas do tarô
mesmo que seja de previsões inconclusivas o sorriso,
o poema sempre nascerá e morrerá pela caneta
que carrega todas as aspirações de um livro sem título.


Jonas R. Sanches
Imagem: Google

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